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domingo, 14 de junho de 2009

AULA NOTA 10!!



Em nossa última aula presencial, ocorrida no dia 03 de junho, nos reunimos para literalmente por a prova nossas aprendizagens a respeito da Epistemologia Genética.

Não foi realizado nenhum teste, prova ou algo que lembre os moldes das “sabatinas” tradicionais, onde precisamos estudar horas a fio, especificamente para prestar um exame, que receberemos imóveis, nos debruçaremos sobre ele com mãos frias e olhos fixos, já que o olhar para o colega pode levar a uma má interpretação por parte do professor, que caminha atento e calado entre as classes devidamente afastadas de uma sala silenciosa e apavorantemente preocupada em provar, através das perguntas do professor, tudo o que conseguiu aprender sobre a matéria.

Não, não foi assim nossa experiência nesta aula, mas foi algo que de fato me fez medir de uma forma diferente o que tenho conseguido aprender não só sobre a Pedagogia Relacional e o construtivismo, mas principalmente sobre minhas inclinações profissionais, sobre como aprendo e como meu aluno aprende e o quanto podemos aprender juntos.

Nunca imaginei que em meio a tantos conceitos, com tanta gente falando juntas e num ambiente quase que pueril, eu poderia fazer, ajudar a fazer e ver fazer tantas construções, sem auxilio de livros, ferramentas multimídia, etc. Apenas nossas cabeças, nossas parceiras de trabalho, o que inclui a figura da professora que orientava, circulava, compartilhava todos os momentos da construção dos mapas que ao final, para mim, soaram como a materialização de tudo que eu pensava não saber, mas só não havia feito a pergunta correta!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

EPISTEMOLOGIA GENÉTICA... ESSE BICHO SE COME?

Durante muitos anos de minha vida tive grandes dúvidas do que realmente se tratava a palavra “CONSTRUTIVISMO”. Durante todo meu magistério, fui orientada a trabalhar com o construtivismo, mas essa orientação era muito desorientadora, pois, davam – nos exemplos, hoje percebo que na maioria medíocres, de como seguir “o método construtivista”.
As dúvidas, que não eram poucas, perduraram até o primeiro semestre do PEAD, quando tive o primeiro contato imediato com a EPISTEMOLOGIA GENÉTICA, não só especificamente nas aulas de psicologia I, mas principalmente por um seminário ocorrido na FACED, que propunha um “diálogo entre Piaget e Vygotsky”. Que coisa interessante!!
Piaget eu até conhecia! Todo mundo já ouviu falar dos estádios do desenvolvimento, por mais superficial que seja essa informação, mas Vygotsky, isso sim era uma novidade!
Mas vejam que meu movimento em fazer este seminário foi sugestionado apenas pela dica de nossa professora e pela necessidade de acumular horas de cursos, já que este se deu bem no inicio do semestre, quando se iniciavam as falas sobre epistemologia genética, que para mim ainda não tinham nenhuma ligação com o construtivismo.
Este seminário e as aulas do PEAD que se seguiram é que realmente conseguiram me orientar em coisas básicas com saber o que é construtivismo, além de tomar consciência do tanto de bobagens que ouvi e falei sobre o assunto.

“Construtivismo é, portanto, uma idéia; melhor, uma teoria, um modo de ser do conhecimento ou um movimento do pensamento que emerge do avanço das ciências e da Filosofia dos últimos séculos. Uma teoria que nos permite interpretar o mundo em que vivemos. No caso de PIAGET, o mundo do conhecimento: sua gênese e seu desenvolvimento. Construtivismo não é uma prática ou um método; não é uma técnica de ensino nem uma forma de aprendizagem; não é um projeto escolar; é, sim, uma teoria que permite (re)interpretar todas essas coisas, jogando-nos para dentro do movimento da História - da Humanidade e do Universo. Não se pode esquecer que, em PIAGET, aprendizagem só tem sentido na medida em que coincide com o processo de desenvolvimento do conhecimento, com o movimento das estruturas da consciência. Por isso, se parece esquisito dizer que um método é construtivista, dizer que um currículo é construtivista parece mais ainda. (O QUE É CONSTRUTIVISMO?, Fernando Becker)”

Não sei se é um costume natural das pessoas fazer uma grande mistura de “gregre” com “Gregório”, mas o fato é que em educação isso não deveria acontecer, mas infelizmente, em todos os lugares que ando é comum encontrar pessoas fazendo muitas confusões principalmente envolvendo os modelos pedagógicos, epistemológicos, biológico, psicológico e sociológico. Estando claro para mim que todos se interrelacionam, mas é necessário que um pretenso educador seja capaz de conhecer as diferenças ou reconhecer sua necessidade de aprender.

“É O QUE EU ESTOU FAZENDO!”