


Enfim estou aqui para registrar mais que minhas impressões a respeito da importância deste semestre em minha vida pessoal, profissional e acadêmica.
É necessário que minhas palavras tenham o poder de denotar a relevância das construções, que talvez não tenham se iniciado neste período, mas que tenham se evidenciado a partir dos trabalhos, textos, contatos, comentários discussões, erros e acertos deste semestre.
O conhecimento da realidade que estou vivendo e da qualidade das construções de conhecimento que estou realizando, dependem não apenas de conhecer nosso histórico, lembrar detalhes, realizar tarefas, mas de um entendimento que se estrutura a partir de instrumentos científicos e técnicas de pesquisa que nos permitam compreender esta realidade de forma mais adequada e precisa.
Geralmente estamos interessados em avaliar e propagar as nossas verdades, o que demonstra uma consciência ingênua de nossa vida, sem aprofundamento e com uma fragilidade de argumentação por vezes vergonhosa, já que na maioria das vezes as nossas verdades são apenas nossas e as realidades dos fatos são muito diferentes.
Mas não é fácil nos revestimos de uma consciência crítica que gera mudanças, que clama por objetivos, que recria, que reinventa, que necessita de ação e que transforma nossos valores, nossas verdades, nossa cultura.
Segundo Freire (1983, p.40-41) a consciência critica apresenta-se com as seguintes características:
1- Anseio de profundidade na análise do problema. Não se satisfaz com aparências. Pode-se reconhecer desprovida de meios para a análise do problema.
2- Reconhece que a realidade é mutável.
3- Substituir situações ou explicações mágicas por princípios autênticos de causalidade.
4- Procura verificar ou testar as descobertas. Está sempre disposta às revisões.
5- Ao se deparar com um fato, faz o possível para livrar-se de preconceitos. Não somente na captação, mas também na análise e na resposta.
6- Repele posições quietistas. É intensamente inquieta. Torna-se mais critica quanto mais reconhece em sua quietude a inquietude, e vice-versa. Sabe que é na medida em que é e não pelo que parece. O essencial para parecer algo é ser algo; é à base da autenticidade.
7- Repele toda transferência de responsabilidade e de autoridade e aceita e aceita a delegação das mesmas.
8- É indagadora, investiga força, choca.
9- Arma o diálogo, nutre-se dele.
10- Frente ao novo, não repele o velho por ser velho, nem aceita o novo por ser novo, mas aceita-os na medida em que são válidos.
Faz parte de nossa identidade como seres humanos o senso crítico, o caráter questionador, a dúvida constante, porém nossa forma de vida, nossos valores e a crescente valorização da produtividade foram nos afastando desta identidade.
Não tenho certeza que conseguirei durante minha vida resgatar esta identidade, não tenho certeza que conseguirei neste trabalho ter olhos investigativos, mas tenho certeza que quero investir nestes objetivos para além de mais uma tarefa acadêmica.
“... Esta é a dialética do viver humano. Só se encontrará quem tiver se perdido e só se perdeu quem foi se buscar.” (Thums, 2000, p.33)
É necessário que minhas palavras tenham o poder de denotar a relevância das construções, que talvez não tenham se iniciado neste período, mas que tenham se evidenciado a partir dos trabalhos, textos, contatos, comentários discussões, erros e acertos deste semestre.
O conhecimento da realidade que estou vivendo e da qualidade das construções de conhecimento que estou realizando, dependem não apenas de conhecer nosso histórico, lembrar detalhes, realizar tarefas, mas de um entendimento que se estrutura a partir de instrumentos científicos e técnicas de pesquisa que nos permitam compreender esta realidade de forma mais adequada e precisa.
Geralmente estamos interessados em avaliar e propagar as nossas verdades, o que demonstra uma consciência ingênua de nossa vida, sem aprofundamento e com uma fragilidade de argumentação por vezes vergonhosa, já que na maioria das vezes as nossas verdades são apenas nossas e as realidades dos fatos são muito diferentes.
Mas não é fácil nos revestimos de uma consciência crítica que gera mudanças, que clama por objetivos, que recria, que reinventa, que necessita de ação e que transforma nossos valores, nossas verdades, nossa cultura.
Segundo Freire (1983, p.40-41) a consciência critica apresenta-se com as seguintes características:
1- Anseio de profundidade na análise do problema. Não se satisfaz com aparências. Pode-se reconhecer desprovida de meios para a análise do problema.
2- Reconhece que a realidade é mutável.
3- Substituir situações ou explicações mágicas por princípios autênticos de causalidade.
4- Procura verificar ou testar as descobertas. Está sempre disposta às revisões.
5- Ao se deparar com um fato, faz o possível para livrar-se de preconceitos. Não somente na captação, mas também na análise e na resposta.
6- Repele posições quietistas. É intensamente inquieta. Torna-se mais critica quanto mais reconhece em sua quietude a inquietude, e vice-versa. Sabe que é na medida em que é e não pelo que parece. O essencial para parecer algo é ser algo; é à base da autenticidade.
7- Repele toda transferência de responsabilidade e de autoridade e aceita e aceita a delegação das mesmas.
8- É indagadora, investiga força, choca.
9- Arma o diálogo, nutre-se dele.
10- Frente ao novo, não repele o velho por ser velho, nem aceita o novo por ser novo, mas aceita-os na medida em que são válidos.
Faz parte de nossa identidade como seres humanos o senso crítico, o caráter questionador, a dúvida constante, porém nossa forma de vida, nossos valores e a crescente valorização da produtividade foram nos afastando desta identidade.
Não tenho certeza que conseguirei durante minha vida resgatar esta identidade, não tenho certeza que conseguirei neste trabalho ter olhos investigativos, mas tenho certeza que quero investir nestes objetivos para além de mais uma tarefa acadêmica.
“... Esta é a dialética do viver humano. Só se encontrará quem tiver se perdido e só se perdeu quem foi se buscar.” (Thums, 2000, p.33)
Um comentário:
Salete querida!
Concordo plenamente: "antes tarde do que nunca"... hehehe
Fico realmente muito feliz por ter iniciado o teu trabalho aqui no portfolio.
Este ambiente auxiliará na organização do trabalho final do PEAD, e deve constituir-se em relatos de aprendizagens significativas que tiveste nas interdisciplinas do PEAD.
Para isso, primeiramente, deves construir os MARCADORES [ver sobre marcadores no side bar do wiki de S.L.].
Deverá criar um marcador para cada interdisciplina e, assim, a cada nova postagem, nova aprendizagem, colocarás o marcador específico da interdiciplina correspondente.
Digo-te que este é teu. Deve conter TUAS PRECIOSIDADES. Experiências que te interpelaram durante o curso, e que te transformaram. Que fizeram tu pensar de forma diferente. Que fizeram tu agir de forma diferente. Deves relatar o que te "tocou": e nunca esquecendo a ARGUMENTAÇÃO e EVIDÊNCIA para cada aprendizagem.
Se a aprendizagem foi referente a um texto: então deves colocar, talvez, um trecho do texto (com bibliografia completa).
Espero, sinceramente, poder contribuir para que este ambiente fique A TUA CARA.
E, para quaisquer dúvidas, entre em contato.S
Suelen- tutora da sede
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