sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

BRINCANDO E FAZENDO ARTE




Este semestre algumas disciplinas têm sido especiais para mim, pois tem me ensinado muito a respeito de coisas que são fundamentais para meu crescimento profissional, além de trazerem descontração ao meu dia-a-dia.
Refiro-me a trinca mágica: Ludicidade, Literatura infanto-juvenil e teatro.
É claro que todo professor sabe da importância do lúdico no desenvolvimento de uma criança, a maioria das pessoas aprecia uma boa leitura, todos temos um pouco de artistas, mas saber utilizar a literatura e o teatro para brincar, jogar e aprender vai muito além da mera intuição de um professor interessado em trazer novidades a seus alunos.
Diz o ditado: “De boas intenções o inferno está cheio!” E realmente hoje vejo que deve estar, já que a partir dos conhecimentos que adquirimos neste semestre, pude perceber quanto de meu trabalho teve de boa intenção e quanto teve de teórico e técnico e a relação desta proporção não só com o nível de aprendizagem dos meus alunos, mas principalmente com o bem estar, com o prazer e com a autonomia deles.
Em Ludicidade, conhecer a importância social e histórica dos jogos e brincadeiras, além das considerações pedagógicas, me trouxe uma nova perspectiva a respeito das brincadeiras, dos jogos e dos momentos livres em que os alunos exploram, reconhecem e aprendem a interagir com o meio social e físico, fazendo representações destas de acordo com uma lógica própria, porém historicamente construídas.

Freinet (1998) refere que este “estado de bem-estar” jamais se restringe à circunscrição de nossa individualidade. Isto é, parte de uma espécie de exaltação íntima de nossa potência para a vida e atinge escalas sociais muito amplas, o que nos fará descobrir e exaltar novas potências íntimas em nosso ser que ocasionará novamente a expansão para o plano social, sendo assim uma vivência inesgotável da dimensão lúdica.”

Conhecer a diferença que existe entre brinquedo e brincadeira nos dá orientações valiosas não só para nossa vida profissional, mas principalmente nos cuidados e educação de nossos filhos, já que muitas vezes nos detemos na aquisição de produtos que acreditamos ser indispensáveis, simplesmente por estar em evidencia na mídia, quando na realidade, o valor real do brinquedo está na relação e no significado que a criança dá a este brinquedo.

“Para Benjamin, brincadeira é coisa séria, sendo que a seriedade e a alegria da criança, movida por força comovente, despertam naquele que olha a visão da culpa e da felicidade. O mergulho da criança no mundo mágico não é sentimental ou vago, resulta numa percepção precisa do cotidiano. Neste aspecto alerta que é preciso não mudar o universo lúdico de acordo com as preferências do educador, pois este fato anula a cultura infantil.
Muitas das crianças escolhem seus brinquedos entre os objetos que foram jogados pelos adultos, por este fato, existem brinquedos que desenvolvem a fantasia, e existem aqueles impostos pelos adultos para a criança por falta de entendimento do universo infantil e de diálogo. Finalmente os brinquedos escolhidos pelos adultos demonstram como se colocam em relação ao mundo da criança – através do brinquedo o adulto transmite como percebe e compreende o mundo infantil, mas são as crianças que dão os mais variados significados aos brinquedos."

Esta relação mágica entre a criança e seu brinquedo gera um universo paralelo, onde a criança ou quem brinca pode ser ou fazer o que quiser.
Os sonhos são permitidos, o jogo é maleável, a brincadeira é livre e o brinquedo não custa nada, por mais raro que pareça!
Toda esta estrutura que se forma em torno da ludicidade infantil, tenta ser explicada por algumas teorias psicológicas, algumas delas muito presentes em nosso cotidiano, justamente por suas contribuições ao fazer pedagógico dos professores nas diversas áreas do conhecimento.


TEORIA - PAPEL DA BRINCADEIRA NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL


PSICANÁLISE -LIDAR COM A ESPERIÊNCIA TRAUMÁTICA: LIDAR COM FRUSTRAÇÕES


COGNITIVA - PRATICAR E CONSOLIDAR HABILIDADES E CONCEITOS



VYGOTSKY - PROMOVE O PENSAMENTO ABSTRATO; GERA ZONA DE DESENVOLVIMENTO PROXIMAL; AUTO-REGULAÇÃO.


Independente da teoria que acreditemos ser a que melhor explique a ludicidade infantil é indiscutível a força que envolve este processo que não morre com a maturidade, apenas se transforma em capacidade criativa.
Vivemos em uma época, onde as pessoas já se permitem momentos lúdicos. Encontros, ainda que rápidos, com a criança que vive dentro de nós, trazem ao nosso dia-a-dia a capacidade de sonhar, de construir mentalmente nossa satisfação pessoal, de transformar estes sonhos em desejo e os desejos em realidade, ampliando nossa visão de possibilidades e realizações.






















































































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